Lançamento do livro “Imagem e conhecimento, que relação é essa, afinal?”

Imagem e conhecimento, que relação é essa, afinal? É o título do mais recente livro organizado por Maria Ogécia Drigo, Luciana Coutinho Pagliarini de Souza, Laan Mendes de Barros e Márcia Rodrigues Costa e vinculado ao Grupo de Pesquisa Imagens Midiáticas (GPIM) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba, em colaboração de vários pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Sem reduzir a uma única linha teórica, o esse livro tem como horizonte uma pluralidade de teorias, epistemologia e métodos na abordagem sobre imagem, na busca por refletir e questionar sobre o potencial das imagens midiáticas na produção de conhecimento.

O volume reverbera a singularidade do pensamentos de cada um dos autores convidados que, incansavelmente, vêm se dedicando ao estudo sobre imagem.  Conta-se com a colaboração de Lúcia Santaella, que se dedica, notadamente, às funções cognitivas inscritas em cada uma das nuances da classificação peirceana do signo icônico. Já Maria Ogécia Digo e Luciana Coutinho P. de Souza, partem do conceito retórico de analogia e o transpõem para o semiótico na esteira também do signo icônico. Enquanto António Machuco Rosa, também na perspectiva teórica de Peirce, examina a questão da circularidade na definição de signo e recorre à teoria da retórica de René Girard que explica a origem do simbólico e da cultura.

Josep Maria Català, por sua vez, acredita que as imagens estão melhor preparadas para mostrar os mapas do complexo funcionamento da mente que a própria linguagem.  Laan Mendes de Barro debruça-se sobre a imagem enquanto objeto estético, por isso mesmo, os termos recorrentes em seu artigo são: experiência estética, aisthesis, estratégia sensíveis e partilha do sensível.  Paulo Boni volta-se ao potencial da fotografia para reavivar a memória, indo ao encontro dos preceitos da pesquisa empírica, que se faz necessária à comunicação, notadamente, as que se vinculam a processos socioculturais. Rodrigo Fontanari demonstra com a fotografa, do ponto de vista barthesiano, é um  modo de ver e pensar o mundo, que conjuga, ao mesmo tempo, percepção e imaginação. E, por fim, Valero Sancho, mostra a utilidade comunicativa dos modos visuais de apresentação e representação dos dados, valendo-se de percepções das pessoais em relação aos seus processos interpretativos.

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